Já imaginaram acordar sem ter adormecido? Adormecer sem ter nascido? Eu também nunca imaginei tal baforada. Mas imaginem. Imaginar será uma junção de imagens com viajar? Podia ser, se não o é.
Imaginar é percorrer o mundo inexistente e torna-lo existente. Se é que tal coisa possa existir.
Sonhamos com o nunca acordar, sem nunca ter acordado a querer acordar. Queremos sempre dormir mais um pouco. Sonhar. Imaginar. Morrer. Nunca vi ninguém que tenha a vida quase como garantida - se é que até a morte possamos dar como garantida - e desejar continuar a viver. Queremos continuar onde nunca estivemos, onde nunca acordámos. Mas sem acordar não desejaríamos levantar, tomar o pequeno almoço e partir? As pessoas que não acordam não desejam acordar, para depois desejar adormecer? Talvez a vida seja isto - um misto de querer e não querer onde queremos sempre o que não queremos. É confuso, até para mim que escrevo isto, imaginar isto...
Mas já imaginaram?
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Good Morning, Jones
Bom dia, falo eu para mim próprio, ainda a acordar de um sonho que tive. Mas já não me lembro bem! Ainda agora o sabia na ponta da língua, como quem sabe a serenata que vai cantar a quem nunca cantou ou amou. Ou como quem sabe a tabuada que vai precisar no dia em que a música não for a salvação das massas. Ou ambos, porque não?
A matemática não impede ninguém de não amar, porém, não permite que não ame sequer. A matemática é a matemática, aquilo que faz tudo parecer muito mais fabulástico do que na realidade é e, no entanto, todos a odeiam.
Faz-nos querer viver tudo doutra forma, do quão horrível é. Horrível não, Linda! Verdadeira!
Sabe Deus - ou quem quer que esteja lá em cima ou em parte incerta - as vezes que desisti de estudar para tornar a televisão no meu fervoroso amor.
É esta a beleza não-natural da matemática: torna tudo o que era invisível na mais bela paisagem citadina - ou natural conforme os prazeres do homem - alguma vez construída ... Linda!
A matemática não impede ninguém de não amar, porém, não permite que não ame sequer. A matemática é a matemática, aquilo que faz tudo parecer muito mais fabulástico do que na realidade é e, no entanto, todos a odeiam.
Faz-nos querer viver tudo doutra forma, do quão horrível é. Horrível não, Linda! Verdadeira!
Sabe Deus - ou quem quer que esteja lá em cima ou em parte incerta - as vezes que desisti de estudar para tornar a televisão no meu fervoroso amor.
É esta a beleza não-natural da matemática: torna tudo o que era invisível na mais bela paisagem citadina - ou natural conforme os prazeres do homem - alguma vez construída ... Linda!
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