segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Já Imaginaram

Já imaginaram acordar sem ter adormecido? Adormecer sem ter nascido? Eu também nunca imaginei tal baforada. Mas imaginem. Imaginar será uma junção de imagens com viajar? Podia ser, se não o é.
Imaginar é percorrer o mundo inexistente e torna-lo existente. Se é que tal coisa possa existir.
Sonhamos com o nunca acordar, sem nunca ter acordado a querer acordar. Queremos sempre dormir mais um pouco. Sonhar. Imaginar. Morrer. Nunca vi ninguém que tenha a vida quase como garantida - se é que até a morte possamos dar como garantida - e desejar continuar a viver. Queremos continuar onde nunca estivemos, onde nunca acordámos. Mas sem acordar não desejaríamos levantar, tomar o pequeno almoço e partir? As pessoas que não acordam não desejam acordar, para depois desejar adormecer? Talvez a vida seja isto - um misto de querer e não querer onde queremos sempre o que não queremos. É confuso, até para mim que escrevo isto, imaginar isto...


Mas já imaginaram?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Good Morning, Jones

Bom dia, falo eu para mim próprio, ainda a acordar de um sonho que tive. Mas já não me lembro bem! Ainda agora o sabia na ponta da língua, como quem sabe a serenata que vai cantar a quem nunca cantou ou amou. Ou como quem sabe a tabuada que vai precisar no dia em que a música não for a salvação das massas. Ou ambos, porque não?
A matemática não impede ninguém de não amar, porém, não permite que não ame sequer. A matemática é a matemática, aquilo que faz tudo parecer muito mais fabulástico do que na realidade é e, no entanto, todos a odeiam.

Faz-nos querer viver tudo doutra forma, do quão horrível é. Horrível não, Linda! Verdadeira!

Sabe Deus - ou quem quer que esteja lá em cima ou em parte incerta - as vezes que desisti de estudar para tornar a televisão no meu fervoroso amor.

É esta a beleza não-natural da matemática: torna tudo o que era invisível na mais bela paisagem citadina - ou natural conforme os prazeres do homem - alguma vez construída ... Linda!