Bom dia, falo eu para mim próprio, ainda a acordar de um sonho que tive. Mas já não me lembro bem! Ainda agora o sabia na ponta da língua, como quem sabe a serenata que vai cantar a quem nunca cantou ou amou. Ou como quem sabe a tabuada que vai precisar no dia em que a música não for a salvação das massas. Ou ambos, porque não?
A matemática não impede ninguém de não amar, porém, não permite que não ame sequer. A matemática é a matemática, aquilo que faz tudo parecer muito mais fabulástico do que na realidade é e, no entanto, todos a odeiam.
Faz-nos querer viver tudo doutra forma, do quão horrível é. Horrível não, Linda! Verdadeira!
Sabe Deus - ou quem quer que esteja lá em cima ou em parte incerta - as vezes que desisti de estudar para tornar a televisão no meu fervoroso amor.
É esta a beleza não-natural da matemática: torna tudo o que era invisível na mais bela paisagem citadina - ou natural conforme os prazeres do homem - alguma vez construída ... Linda!