Saio todas as noites da cama, e olho para os prédios, para as luzes acesas que sobressaem dos buraquinhos dos estores antigos. É vida dos outros. Quem me dera entrar num desses feixes de luz. Entrar na tua vida.
Fodasse, não sei quem és, não te vi ainda na rua. Vais ser o meu prato de carne em naufrágio numa ilha abandonada. Vais ser eu. Tu. Nós. Nunca vamos ser nós, vais ser tu, e eu vou ser eu. Ai, como te amo.
Tirar da cabeça o pó de antigos amores, e trocar a mobília por uma antiga, mas nova. Por uma confortável e que me faça sorrir, mas que possa mudar e mesmo assim ter muito espaço, e uma bela sala de estar para convidar os teus amigos. Isso é que vai ser, jantaradas e jantaradas!
Ah, universo, o quanto eu dava para ser parte de ti!
Sem comentários:
Enviar um comentário