quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Redondamente quadrado

Quatro partes, duas linhas que não se cruzam e duas perpendiculares. Quatro arestas no plano de duas dimensões. Dimensão do sonho e dimensão da morte. Ou da vida. Linhas que não se cruzam tendem a estar cada vez mais próximas, paradoxalmente acabarão por se unir.

Eu, tu, ele, nós.
Não me cabe a mim decidir quais se cruzam, não me cabe a mim ser qualquer uma delas.
Cabe-me a mim perceber a sua área, antes que a minha própria se acabe.
Cabe-me a mim dissecar cada ínfimo ponto dessa mesma estrutura finita. Morte
Cabe ao "tu" entrar na minha área e dividi-la em quadrados semelhantes de menor dimensão
Cabe a ele roubar cada ínfimo ponto presente nesses quadrados semelhantes de menor dimensão
Cabe a ele transformá-los num insignificante circulo de opções, onde não tens como fugir da espiral de retrocesso e vida
Cabe-nos a nós somar todos esses quadrados de maior dimensão, inseri-los no maior plano possível e extender as nossas hipóteses, vivendo como se soube não morrer e morrer como se queria viver

Quatro partes. Duas linhas que não se cruzam.

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