Vive de novo cada dia que não existe. Perde a estribeira se
houver passado que não passe, cada passo que não me enlace na loucura desta
vida breve que tarda em ser concreta
Concreta será toda a matéria que me dilata a artéria aorta
que me sussurra e palpita com o passar de cada porta. Tive muitas vidas e não
mandei em nenhuma, mando uma pedra por cada honra cumprida que não alcancei
numa noite de canseira fugaz e atroz… voz vista na minha conquista que tarda e
não nos traz a nós. Atrás, dois caminhos insignificantes que pecam por ser
distantes e sem destino, solto o hino por cada manhã que acordo e em que cada
noite, quando o sol está indo, revejo na minha pequenez anã. Se foi duro tudo o
que não perdura, perfura me intensamente e acorda me de manhã
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