Ontem, vi um raio dum cano a soltar-se do chão. Vergou como uma cesta, partiu como um osso parte, mas não me magoei. Apenas vi. Quem me dera ver tudo como vi aquilo. Tão claro. Tão cheio. Tão nada. Não me magoei. As dúvidas nascem de canos que partem, mas estamos virados para o vazio, nem sequer reparamos. Tiramos conclusões do barulho que fez.
"Acho que se partiu alguma coisa"
Deixa-te de inventar, Rui.
"Secalhar é da sangria, não ligues"
Não é da Sangria. O cano partiu-se e fingimos não ver.
Somos felizes assim.
Pedro Nunes
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